O novo ouro da Venezuela
Nos mercados financeiros, como na geopolítica, as coincidências são frequentemente observadas com desconfiança. Quando demasiados acontecimentos convergem na mesma direção, ao mesmo tempo e beneficiando os mesmos atores, surge inevitavelmente uma pergunta: estamos perante mera casualidade ou perante uma relação mais profunda entre causa e efeito?
O atual mercado energético oferece um exemplo especialmente interessante.
Com o barril de petróleo novamente acima dos 100 dólares e com a incerteza a rodear o futuro do Estreito de Ormuz, uma das artérias mais importantes do comércio mundial de hidrocarbonetos, os Estados Unidos aceleram o acesso às maiores reservas comprovadas de petróleo do planeta: as da Venezuela.
À primeira vista, trata-se de uma decisão racional. Num contexto de risco acrescido de abastecimento, faz sentido diversificar origens e reforçar a segurança energética. Mais........
