Punta Cana. Tudo incluído, sem Natureza
Seis da manhã na costa de uma ilha das Caraíbas. Tinham passado 48 horas desde que toquei pela primeira vez num destino caribenho, um destino tão exótico que nem sequer habitava o meu imaginário. Ao chegar ao aeroporto com tetos de palha, soube logo que estava a sair do meu mundo; saía do mundo das botas e dos pequenos-almoços simples para entrar no mundo das havaianas e dos pequenos-almoços de luxo; a água dava lugar às margaritas e piñas coladas. Sabia que este turismo era diferente do meu!
Não vim para fazer turismo, o trabalho dava-me pouco tempo livre, mas o jet lag levou-me a sair da cama antes das seis da manhã. Aos primeiros passos fora do quarto, noto que, se excluirmos as pessoas que fazem o seu exercício matinal, para muitos a noite foi longa. Pratos sujos à porta dos quartos, à espera de serem recolhidos, e copos de bebida espalhados pela zona da piscina. Eram vestígios de noites de excessos que, mais tarde ou mais cedo, seriam apagados pelos funcionários do hotel. Esses trabalhadores incansáveis já se encontravam no terreno, a preparar todos os espaços para quem quer passar o dia junto à piscina a consumir a infindável variedade de produtos do tudo incluído. Bastaram cinco minutos do quarto até à areia; bastaram cinco minutos para encontrar o primeiro choque frontal........
