Incerteza em máximos: O papel das empresas como mediadoras de confiança
O Relatório de Riscos Globais 2026 do Fórum Económico Mundial apontava o confronto geoeconómico, a polarização social, a desinformação e os conflitos armados como algumas das principais ameaças imediatas e de curto prazo. E cá estamos nós, em março, com tudo isto, e ainda mais alguns fatores de instabilidade, que fazem da incerteza o novo normal.
Este contexto exige uma reconfiguração do nosso mindset, enquanto empresas, agentes ativos de transformação em sociedade, cidadãos e, naturalmente, também enquanto colaboradores. Essa mudança não se limita ao reforço de competências operacionais, exigindo sobretudo o desenvolvimento contínuo de competências sociais e humanas. Num cenário particularmente desafiante, as empresas assumem um papel social relevante, funcionando como guardiãs da estabilidade e mediadoras de confiança junto das suas pessoas e dos seus stakeholders.
Com a incerteza em máximos, a preocupação multiplica-se, as opiniões divergentes intensificam-se e tendem a ocupar polos cada vez mais opostos. A desconfiança face ao futuro pode entorpecer a eficácia do quotidiano, colocando em causa a diversidade de perspetivas, o estímulo à inovação e à criatividade, e até a sustentabilidade das relações humanas.
É também nas empresas que encontramos, muitas vezes, espaços consistentes de ética e de ação positiva. São frequentemente as........
