Guerra e Euribor: porque pode fazer sentido fixar agora a taxa do crédito habitação
Por Bernardino Machado, CEO na Xfin
A escalada do conflito no Médio Oriente já começou a refletir-se nos mercados financeiros e nas expectativas sobre a evolução das taxas de juro. Sempre que a instabilidade geopolítica pressiona os preços da energia, a inflação tende a subir e a margem para descidas das taxas reduz-se. Para quem tem crédito habitação, a consequência pode chegar rapidamente: prestações mais altas! E para quem pretende adquirir um imóvel: menor capacidade de financiamento.
O mecanismo económico é relativamente claro. Quando um conflito ocorre numa região energeticamente sensível, os mercados reagem de imediato através da subida do preço da energia. O petróleo e o gás tornam-se mais caros, pressionando a inflação e alterando as expectativas sobre a política monetária.
É precisamente o que está a acontecer neste momento. A escalada do conflito no Médio Oriente já se reflete no preço do crude, que voltou a ultrapassar os 100 dólares por barril, níveis semelhantes aos registados em 2022. O fecho do estreito de Ormuz, juntamente com os ataques a infraestruturas energéticas, incluindo refinarias, agravam ainda mais a instabilidade no mercado.
Este contexto tem uma consequência direta: a inflação ganha nova........
