A escolha
Passos Coelho foi ultrapassado em 2015 por uma jogada política de António Costa que teve tanto de inesperado como de possível e constitucional. Agora, pelos vistos, pode ser ele a inovar, desencadeando aquilo que acontece habitualmente aos governos britânicos muito fragilizados: alguém tira de repente a cadeira ao primeiro-ministro. Foi o que aconteceu a Keir Starmer, com Andy Burnham, e antes dele a Margaret Thatcher e a Boris Johnson.
Há, no entanto, uma diferença importante: Passos vai querer eleições, o que significa que o governo Montenegro só cairá se for fulminado por um acontecimento fatal. A história recente diz-nos que um novo caso judicial é sempre uma hipótese com pés para andar, apesar de Luís Montenegro já ter resistido a várias incursões e tempestades. A outra possibilidade com mais força motriz é o........
