Não, a China não está censurando a tragédia na fronteira com o Nepal
Governo da região de Gyirong, na China, informou que 16 pessoas morreram e 546 estão desaparecidas após o desastre na fronteira com o Nepal.
Veículos como BBC, O Globo, Deutsche Welle e Gazeta do Povo alegaram, em manchetes, que a China estaria censurando imagens da tragédia.
A agência Xinhua e canais chineses (CCTV no YouTube, CGTN, China Daily, South China Morning Post) divulgaram fotos e detalhes do ocorrido, sem restrições.
O editor da coluna “China em Foco”, ao analisar a cobertura, afirmou que não há censura e que as notícias brasileiras e ocidentais estão equivocadas.
Pesquisar “China” no Google é um ritual diário para mim, como editor da coluna China em Foco, aqui na Fórum. É um movimento claro: se esta coluna visa reduzir a desinformação sobre o país, é necessário entender como a China está sendo retratada nos principais sites de notícias ocidentais.
Ao longo da última semana, me surpreendeu a postura de diferentes veículos de imprensa brasileiros e ocidentais ao manchetar que a China estaria “censurando” as imagens da tragédia que ocorreu na fronteira. BBC, O Globo, Deutsche Welle, Gazeta do Povo, entre outros, deram destaque à situação em suas manchetes.
Como é de praxe, entro diariamente em veículos de imprensa chineses, estatais e privados, e vi uma realidade completamente diferente.
A última atualização do governo da região de Gyirong informa que 16 pessoas morreram e 546 estão desaparecidas por conta do desastre do lado chinês da fronteira. As informações foram divulgadas pela Xinhua, principal agência de notícias da China.
O que aparece na imprensa chinesa
A CCTV, principal emissora estatal do país, tem feito uma cobertura diária sobre a tragédia. Não é difícil checar essa informação: basta acessar o canal da CCTV no........
