Monique foi perdoada. E as que não falharam?
Na madrugada de 4 de junho, a juíza concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, condenada por tortura por omissão e homicídio culposo no caso Henry Borel.
O perdão foi justificado pelas consequências pessoais da ré, como a perda do filho, agressões na prisão e intenso escrutínio público.
A magistrada ressaltou que a reação social foi desproporcional, influenciada por expectativas culturais sobre o papel materno.
O caso reacende debates sobre a Lei de Alienação Parental e a diferença de tratamento entre mães e pais no sistema judicial brasileiro.
Na madrugada desta quinta-feira (4), o Brasil acordou com a notícia do desfecho do caso Henry Borel. Jairinho foi condenado a 43 anos. Monique Medeiros, reconhecida culpada por tortura por omissão e homicídio culposo, recebeu perdão judicial. A juíza fundamentou a decisão nas consequências que a própria vida já havia imposto à ré: a perda do filho, as agressões sofridas na prisão, o escrutínio público implacável.
E acrescentou algo que merece ser lido com atenção redobrada: Monique foi alvo de uma reação social desproporcional, potencializada por expectativas culturalmente atribuídas ao papel materno.
O sistema reconheceu, pela voz de uma magistrada, que a sociedade pune as mães com uma ferocidade que não reserva aos pais. Que existe um padrão de exigência sobre o corpo, a atenção e o instinto feminino que não tem equivalente masculino. Que Monique foi punida — antes mesmo da sentença — pelo simples fato de ser mãe e ter falhado.
Eu não estou aqui para discutir se a decisão foi justa. Estou aqui para........
