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Fim da EMTU já está piorando transporte público em SP

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25.09.2026

Apesar da privatização do Metrô e da CPTM dominarem a repercussão na imprensa sobre os problemas de transporte na Região Metropolitana de São Paulo, outro meio de locomoção também leva pessoas a enfrentarem dificuldades diárias em São Paulo: os ônibus metropolitanos, que eram gerenciados pela EMTU.

Os ônibus já tem um histórico de menor qualidade que o metrô e os trens. Mas, o fim da EMTU pode agravar esse cenário. A justificativa usada para extinguir o órgão é equivocada, e alguns relatos de passageiros e ações recentes do governo mostram que as previsões pessimistas devem se confirmar. A Artesp, que fiscaliza o serviço agora, não tem condições de acompanhar e responder aos problemas.

Os ônibus metropolitanos transportam mais de 40 milhões de passageiros por mês, em 134 cidades de cinco regiões metropolitanas no estado: a grande São Paulo e as regiões de Campinas, Sorocaba, Baixada Santista e Vale do Paraíba. Este valor é próximo do total de transportados nas linhas de trem da CPTM e concessionárias, 60 milhões por mês.

Ainda assim, em 2020 o ex-governador João Doria achou correto extinguir a EMTU. O argumento era que se tratava apenas de contratos, que a Artesp poderia fiscalizar. Essa fala mostra desprezo com o serviço de transporte, com o impacto na vida das pessoas, minimiza o trabalho do órgão e pode camuflar um favorecimento às empresas de ônibus, que terão menos controle na atuação. Em........

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