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Pacto de elites torna a política de juros altos invencível

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Economista Fernando Nogueira da Costa afirma que há um pacto entre elites para manter juros reais elevados no Brasil.

Apesar de inflação controlada e discurso desenvolvimentista do governo, a política monetária ortodoxa permanece invencível.

Gabriel Galípolo, do Banco Central, é citado como quadro competente que não rompe o poder da alta finança.

No segmento Private Banking, R$10 mi investidos a 14,25% rendem cerca de R$116 mil mensais, beneficiando investidores de alta renda.

Dentre todas as guerras internas brasileiras, a mais persistente é aquela em que se encontram, de um lado, trabalhadores que respondem pelo comércio, a indústria, a agricultura e os serviços, e, de outro, os ungidos do capitalismo que vivem do mercado financeiro e do juro alto. A invencibilidade da política monetária ortodoxa permanece a despeito de uma inflação controlada, de um governo que discursa pelo desenvolvimentismo e que promove ganhos sociais, mas que não quebrou a máxima fiscalista dominante: a elite financeira e a mídia a serviço dela sempre dirão que o governo gasta muito. E o governo continuará cheio de dedos no enfrentamento delas.

“Há um pacto entre elites de modo a pressionar os juros reais brasileiros, disparatados diante de todos os demais. Elas enriquecem e pressionam via mídia, culpando os gastos sociais do governo por forçar a demanda agregada e provocar a inflação. Ora, nossa inflação não é de demanda! Está baixa e controlada em comparação histórica”, afirmou à coluna o economista Fernando Nogueira da Costa, professor titular do Instituto de Economia da Unicamp e ex-vice-presidente de Finanças e........

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