País que tem Michelle Bolsonaro também tem Padre Júlio Lancellotti
Michelle Bolsonaro, filha do ex‑presidente Jair Bolsonaro, tem se destacado na direita brasileira ao adotar discurso moralista voltado ao eleitorado evangélico.
Ela chegou a publicar vídeo nas redes sociais confrontando um enteado, alegando que a ação faz parte de sua estratégia eleitoral.
Analistas apontam que líderes religiosos, como o padre Júlio Lancellotti, são usados como instrumentos para legitimar a prosperidade material como “benção de Deus”, blindando figuras públicas de críticas morais.
A ênfase evangélica na moral sexual permite que políticos envolvidos em corrupção mantenham apoio ao defender a “família tradicional”.
No âmbito da direita brasileira, Michelle Bolsonaro é quem capta – e exerce – com mais desenvoltura o discurso falso-moralista, mais predominante entre evangélicos, porém presente em fiéis de todas as religiões. Daí sua relevância político-eleitoral. Auto-atribuir-se missão evangelizadora, exaltar valores conservadores que orientam as famílias ditas tradicionais – pai provedor, mãe submissa e filhos encurralados – atrai eleitores desprovidos de percepção crítica, seguidores cegos de tudo que lhes foi vendido por gerações anteriores como inquestionável. São soldados da perpetuação de preconceitos.
O mais interessante no “fenômeno” Michelle é que a família a que ela pertence constitui um exemplo de desestruturação e desamor, como não poderia deixar de ser qualquer grupo encabeçado por Jair Bolsonaro. Até vídeo em rede social confrontando um enteado ela posta se isso atender à sua estratégia eleitoral. No lar bolsonarista ninguém respeita ninguém, ninguém confia em ninguém, ninguém suporta ninguém, como resta público, evidente e notório. Não há escrutínio moral que avalize a família Bolsonaro.
A explicação para o potencial eleitoral da........
