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País que tem Michelle Bolsonaro também tem Padre Júlio Lancellotti

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01.07.2026

Michelle Bolsonaro, filha do ex‑presidente Jair Bolsonaro, tem se destacado na direita brasileira ao adotar discurso moralista voltado ao eleitorado evangélico.

Ela chegou a publicar vídeo nas redes sociais confrontando um enteado, alegando que a ação faz parte de sua estratégia eleitoral.

Analistas apontam que líderes religiosos, como o padre Júlio Lancellotti, são usados como instrumentos para legitimar a prosperidade material como “benção de Deus”, blindando figuras públicas de críticas morais.

A ênfase evangélica na moral sexual permite que políticos envolvidos em corrupção mantenham apoio ao defender a “família tradicional”.

No âmbito da direita brasileira, Michelle Bolsonaro é quem capta – e exerce – com mais desenvoltura o discurso falso-moralista, mais predominante entre evangélicos, porém presente em fiéis de todas as religiões. Daí sua relevância político-eleitoral. Auto-atribuir-se missão evangelizadora, exaltar valores conservadores que orientam as famílias ditas tradicionais – pai provedor, mãe submissa e filhos encurralados – atrai eleitores desprovidos de percepção crítica, seguidores cegos de tudo que lhes foi vendido por gerações anteriores como inquestionável. São soldados da perpetuação de preconceitos.

O mais interessante no “fenômeno” Michelle é que a família a que ela pertence constitui um exemplo de desestruturação e desamor, como não poderia deixar de ser qualquer grupo encabeçado por Jair Bolsonaro. Até vídeo em rede social confrontando um enteado ela posta se isso atender à sua estratégia eleitoral. No lar bolsonarista ninguém respeita ninguém, ninguém confia em ninguém, ninguém suporta ninguém, como resta público, evidente e notório. Não há escrutínio moral que avalize a família Bolsonaro.

A explicação para o potencial eleitoral da........

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