Metade do Brasil não dá a mínima para democracia, soberania e corrupção
O desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno da eleição presidencial deve-se a vários fatores. Relacionemos alguns (são muitos mais, é claro).
1-O reacionarismo intrínseco à maioria dos brasileiros, que, ao longo do tempo e por imposição socioeconômica e cultural de uma elite sem caráter, apenas almeja alçar-se ao topo da pirâmide social, nada se empenhando para que o país se torne menos desigual. Para metade do eleitorado brasileiro, o que importa é ascender socialmente, tanto faz se numa democracia ou numa ditadura. Fosse diferente, essa gente numerosa nem sequer cogitaria eleger alguém identificado com o golpismo;
2-O apoio velado (ou franco) da mídia mainstream ao candidato da extrema direita. Constatação óbvia e já anunciada neste espaço. A imprensa corporativa também está pouco ligando para a preservação da democracia, ainda que discurse pelas liberdades de imprensa e expressão, hipocritamente. Sua ocupação diuturna é satisfazer “o mercado” e apontar a questão fiscal como o maior dos problemas brasileiros, nada além disso. Claro, os “furos” a partir de vazamentos seletivos servem, na ponta, a essa finalidade;
3-A pouca ou nenhuma........
