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Esmeralda

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26.03.2026

Luis Cosme Pinto perdeu seu amigo de infância Gilberto (Giba), com quem se conheceu aos 12 ou 13 anos em Vila Isabel, nos anos 1970.

Os dois foram melhores amigos durante a adolescência, compartilhando peladas na quadra de uma escola católica e brincadeiras pelo bairro.

Após se afastarem pela vida, os amigos se reaproximaram há mais de 30 anos pela escrita; Giba morava nas montanhas da Mantiqueira.

Giba passou por uma cirurgia no coração que não deu certo, e o autor se despediu dele na semana passada.

Era uma vez um menino bonito. Não bonitinho ou simpático, bonito mesmo.

O que mais chamava atenção no garoto eram seus olhos grandes com brilho de esmeralda.

Como tudo o que é verde, o tom variava. De manhã, eram serenos, cor de limonada. Depois do almoço, transformavam-se em azeitonas. À noite, as bolas verdes faiscavam.

Os outros meninos da rua afiavam a inveja e espetavam: “Acho azul mais legal”. “Quer apostar como ele usa lente de contato?”.

Gilberto, o Giba, saboreava mesmo era a unanimidade entre as meninas. Bem menos carrancudas que os garotos, elas perceberam que não era apenas questão de cor. Naquele olhar havia personalidade e sedução.

Ali........

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