O traidor de 60 milhões também fugiu
A partida repentina de Flávio Bolsonaro para os Estados Unidos — realizada à revelia de sua própria base e em aberto descumprimento de decisões judiciais no Brasil — intrigou observadores da política nacional e internacional.
À primeira vista, o movimento foi interpretado no debate público como um ato de desespero diante do cerco jurídico.
No entanto, uma análise mais apurada das engrenagens de Washington sugere uma inversão fundamental de premissas:
quem mais precisava de Flávio Bolsonaro em solo americano neste exato momento não era ele próprio, mas sim o secretário de Estado e estrategista conservador Marco Rubio.
Álibi geopolítico e o Senado
A operação ocorre em um momento crítico para a política externa e interna dos Estados Unidos.
Sob a sombra das disputas eleitorais e diante de uma correlação de forças acirrada no Senado americano, lideranças neoconservadoras encontram-se sob forte pressão.
Trazer Flávio Bolsonaro para os EUA sob a salvaguarda de setores influentes em Washington atende a um duplo propósito utilitário para Marco Rubio. Instrumentalizar a pauta sul-americana para alimentar a base republicana com o discurso de “perseguição política” à extrema direita no continente.
Afirmar-se como o principal formulador e articulador da política externa para a América Latina sob a doutrina de segurança e influência hemisférica.
(“This is our........
