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O grito católico de alerta contra a tirania

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24.10.2026

Faltam poucas horas para os brasileiros decidirem o destino de sua República. Neste momento de trágica encruzilhada, dois gritos cortam o denso nevoeiro da apatia. 

O rigor analítico do jornalista Jamil Chade, desnudando o manual internacional do fascismo moderno; e a voz de bispos católicos que rasgaram o silêncio para denunciar o abismo que se aproxima. Mas que pode ser contido. 

Ambos os alertas apontam para a mesma ferida aberta. A democracia não morre por um raio em céu azul, mas pela traição daqueles que usam o manto das leis para destruir a própria lei, reabilitando carrascos e preparando o terreno para a revanche. 

De Washington ao Planalto 

O precedente é escancarado, documentado e aterrador. Nos Estados Unidos, o dia 6 de janeiro de 2021 marcou a sanha criminosa da invasão ao Capitólio por hordas ensandecidas que tentavam subverter a soberania popular.  

Mais de 1.500 criminosos foram processados e condenados — entre eles, Enrique Tarrio, líder dos Proud Boys, sentenciado a 22 anos de cadeia. 

Mas Donald Trump reescreveu a realidade.  

Transformou golpistas em patriotas, criminosos em “presos políticos” e o 6 de janeiro em um “dia de amor”.  

Ao retornar à Casa Branca, em 2025, concedeu perdão em massa. O objetivo perverso dessa farsa é cristalino: se o golpista é vitimizado, o juiz torna-se o tirano, e o investigador, o criminoso. A inversão total da justiça para pavimentar a rota da vingança. 

É exatamente esse roteiro tenebroso que o clã Bolsonaro importa e desfralda no Brasil numa eventual chegada de outro Bolsonaro à presidência da República. 

Revanche e Nostalgia da Barbárie 

O candidato Flávio não esconde o plano macabro. Transformou a anistia e a reabilitação do pai Jair Bolsonaro — condenado por tramar contra o Estado Democrático de Direito após a derrota em 2022 — no núcleo de sua campanha.  

O discurso é a ameaça nua e........

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