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O fogo amigo e a velha crise da direita brasileira

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10.07.2026

Jornal destacou que Flávio Bolsonaro seria “indigno da confiança do setor produtivo nacional”, sem origem em discurso de esquerda.

Em julho de 2025, Donald Trump anunciou tarifas de 50 % sobre produtos brasileiros e Flávio Bolsonaro comemorou a medida.

Em junho, com o impacto das sanções e queda nas pesquisas, Flávio enviou carta a Marco Rubio pedindo adiamento das tarifas até após as eleições brasileiras.

Na audiência pública do USTR, em Washington, afirmou que as tarifas acabariam beneficiando eleitoralmente o presidente Lula.

“Flávio Bolsonaro desserve o Brasil.”

A frase não saiu de um dirigente do PT, de um parlamentar governista ou de um articulista identificado com a esquerda. É o título do editorial publicado nesta quinta-feira, 9 de julho, por O Estado de S. Paulo.

Mais dura ainda é a conclusão destacada pelo próprio jornal e repercutida intensamente na imprensa:  Flávio Bolsonaro seria “indigno da confiança do setor produtivo nacional”.

A notícia, portanto, já não é apenas a crítica a um senador. É o sinal de que setores influentes da direita econômica começam a duvidar publicamente do candidato que, até ontem, era apresentado como principal alternativa a Lula.

Não porque Flávio tenha deixado de ser competitivo. Mas porque parte da própria direita começou a discutir, em público, se ele é realmente o nome mais capaz de enfrentar o presidente Lula.

O zigue-zague do tarifaço

A crise não surgiu do nada. Ela foi sendo construída ao longo de um ano.

Quando Donald Trump anunciou, em julho de 2025, tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, Flávio Bolsonaro comemorou a decisão. Eduardo Bolsonaro afirmou que havia atuado para que as medidas fossem adotadas.

Meses depois, já sob o impacto econômico e político das sanções, Flávio mudou de posição. Em maio deste ano, afirmou ter pedido pessoalmente a Trump o fim das tarifas.

Em junho, diante do desgaste captado pelas pesquisas, enviou carta ao secretário de Estado Marco Rubio pedindo que a aplicação das tarifas fosse adiada até depois das eleições brasileiras. Na mesma carta, prometeu criar, se eleito, um grupo de transição com representantes do governo americano e assumiu compromissos legislativos relacionados ao Pix.

Nesta semana, durante audiência........

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