Quem molda o mapa-múndi que consumimos?
Nos últimos dez anos, pesquisador realizou mestrado e pós‑doutorado estudando como a mídia molda o imaginário geopolítico de estudantes do ensino médio.
A análise aponta que conglomerados como Grupo Globo e Folha utilizam “armadilhas discursivas” e “atalhos cognitivos” para simplificar a geopolítica.
Esses recursos criam narrativas maniqueístas que favorecem interesses dos Estados Unidos, apresentando aliados como “democráticos” e adversários como “radicalizados”.
O estudo, divulgado em artigos da Revista Fórum, destaca a demonização de países como Rússia, Palestina e Venezuela nas coberturas internacionais.
Na última década, realizei diversas pesquisas – desde o mestrado até o pós-doutorado – que giram em torno de uma questão central: o papel da mídia na construção do imaginário geopolítico das pessoas, em especial de estudantes do ensino médio. Para tanto, tenho investigado como os grandes conglomerados de imprensa não apenas informam, mas atuam ativamente para moldar visões de mundo alinhadas aos interesses de determinados eixos de poder econômico e militar.
Em meus estudos acadêmicos e em artigos publicados em veículos como a Fórum, busco desconstruir o discurso da chamada “grande mídia” – representada por Grupo Globo, Folha e congêneres. Dessa forma, analiso as “armadilhas discursivas” e mecanismos de manipulação utilizados em coberturas internacionais.
Essas armadilhas operam, fundamentalmente, por meio do que chamo de “atalhos........
