O jornalismo de aluguel como tradição que legitima o golpismo
Ministro André Mendonça (STF) autorizou novas investigações contra o filho do presidente Lula em período pré‑eleitoral.
Grande imprensa reproduziu manchetes que pré‑julgam o acusado, mantendo a prática de cobertura parcial.
Estudos mostram que a mídia historicamente legitimou golpes, como no golpe civil‑militar de 1964 e no AI‑5.
O viés editorial repetiu‑se em casos como o Mensalão (2005) e na diferença de tratamento entre investigações, como Banestado.
A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, de autorizar novas investigações contra o filho do presidente Lula em período pré-eleitoral, e a subsequente reprodução quase idêntica de manchetes pré-julgando o acusado pela grande imprensa, não é um fenômeno isolado. Este episódio inscreve-se em uma tradição de mais de seis décadas, na qual a pretensa imparcialidade jornalística é sistematicamente sacrificada em nome de interesses políticos específicos.
A participação ativa da mídia na construção de narrativas favoráveis a golpes de Estado e reviravoltas políticas remonta ao mais traumático episódio da história republicana. Estudos........
