Como Trump e o custo de vida podem virar o jogo eleitoral de uma vez
Donald Trump, presidente dos EUA, passou a influenciar a disputa presidencial de 2026 no Brasil ao classificar facções como PCC e Comando Vermelho de organizações terroristas e ao ameaçar o sistema de pagamentos Pix.
A medida reacendeu os temas de segurança pública e custo de vida, críticos para o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) frente ao senador Flávio Bolsonaro (PL).
Lula enfrenta desgaste por percepção de alta no custo de vida, endividamento das famílias e juros, enquanto Flávio Bolsonaro tenta se beneficiar da direita após escândalo com Daniel Vorcaro.
O ataque ao Pix, usado por 93 % da população e responsável por R$ 35,4 trilhões em transações no último ano, pode mudar a estratégia eleitoral de ambos os candidatos.
A corrida presidencial de 2026 no Brasil acaba de ganhar um novo e imprevisível ator nos bastidores: Donald Trump. Mais do que um simples aliado ideológico do bolsonarismo, o presidente dos Estados Unidos, com suas recentes medidas tarifárias e geopolíticas, reacendeu as duas principais fagulhas do debate eleitoral brasileiro – segurança pública e custo de vida – e pode estar pavimentando o caminho para uma virada de jogo estratégica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Até pouco tempo atrás, a narrativa parecia desfavorável ao petista. Apesar dos avanços em indicadores econômicos, a sensação de aumento no custo de vida, alimentada pelo alto endividamento das famílias e pelas taxas de juros, consolidou-se como o grande calo de Lula. Mesmo após o escândalo de seu envolvimento com Daniel Vorcaro, Flávio Bolsonaro surfava na onda da direita, nos discursos genéricos e na curta memória do eleitoral sobre o desastre que foi o governo de seu pai. Numa jogada de marketing visando tirar o Master de foco, o pre-candidato do PL foi recebido com honras no Salão Oval e colheu os frutos da decisão trumpista de classificar facções como PCC e Comando Vermelho como........
