Brasil 70: a saga do tri — a ficção distorceu a realidade?
Netflix lança a série “Brasil 70: a saga do tri”, de cinco episódios, produzida pela O2 Filmes e dirigida por Paulo Morelli, antes da Copa FIFA 2026.
A trama dramatiza o tricampeonato de 1970, com Lucas Agrícola como Pelé, Rodrigo Santoro como João Saldanha e Bruno Mazzeo como Zagallo, recebendo elogios ao visual e ao roteiro.
O pesquisador Thiago Uberreich critica que a ficção pode distorcer fatos históricos, gerando preocupação entre historiadores e familiares dos protagonistas.
O debate ressalta o potencial da série para popularizar os bastidores do título, ao mesmo tempo em que levanta questões sobre a fidelidade à realidade.
Às vésperas da Copa do Mundo Fifa 2026, uma nova produção da Netflix nos faz relembrar um dos maiores momentos do esporte nacional. Dividida em cinco episódios, produzida pela O2 Filmes e dirigida por Paulo Morelli, a série “Brasil 70: a saga do tri” tem suscitado debates profundos sobre como uma obra de ficção baseada em fatos reais pode acabar distorcendo a história de eventos que marcaram profundamente a sociedade brasileira.
O conceito de verossimilhança define aquilo que parece verdadeiro, sendo uma ferramenta muito aplicada na literatura e no cinema. Mas até que ponto a ficção, quando aplicada a um fato histórico, acaba por estigmatizar e desfigurar a imagem de personagens reais?
É inegável a qualidade técnica da produção. A reconstrução do ambiente da época, a reprodução de jogadas e gols são impressionantes. A caracterização física de Pelé, interpretado pelo ator Lucas Agrícola, resultou em uma semelhança perfeita com o Rei do Futebol. O dinamismo do roteiro e da edição também se destaca nas interpretações de João Saldanha (Rodrigo Santoro) e Zagallo (Bruno Mazzeo). Em suma, é uma obra que impacta tanto quem viveu a época quanto quem não conhecia a história do tri.
Mas qual tem sido a repercussão entre pesquisadores e familiares dos campeões........
