Agora, que não falte nada
Escrevíamos, há poucos dias, no pós-jogo Bodo-Glimt/Sporting, e face à despicienda exibição da equipa comandada por Rui Borges, bem como ao consequente mau resultado, que “faltou tudo na Noruega”.
E, de facto, assim aconteceu.
O que então se viu, foi um Sporting sem chama, com uma flagrante falta de intensidade no seu jogo, e uma enorme displicência exibida pela grande maioria dos jogadores que estiveram em campo, no pequeno estádio da nortenha cidade norueguesa de Bodo.
Por isso, o que hoje se pede àqueles que vierem a ser chamados pelo treinador leonino é exactamente um comportamento oposto, para tentarem chegar àquilo que nesta altura parece muito difícil de alcançar, ou seja, chegar a uma bem nutrida vitória e alcançar aquilo a que os nossos vizinhos espanhóis chamam uma “remontada”.
É fácil atingir esse objectivo? Claro que não é fácil mas, não obstante, não pode apenas ser considerada uma tarefa impossível, gigantesca, daquelas que não acontecem muitas vezes em jogos a eliminar.
Alvalade vai rebentar pelas costuras, e os cerca de cinquenta mil leões que irão marcar presença no estádio leonino, farão a sua parte com o indispensável apoio à equipa, para que a esperança se mantenha até ao derradeiro apito do juiz suíço Sandro Scharer, responsável pela direcção da partida.
Apesar da crença de muitos em poder alterar os acontecimentos, convirá, entretanto, não perder de vista a ideia de que os leões vão ter de novo pela frente uma equipa que vem a Alvalade sabendo perfeitamente aquilo que mais lhe convém, e como o deve executar.
O Bodo-Glimt ainda nem sequer começou o campeonato do seu país, está por isso fisicamente em excelentes condições, a qualidade dos seus jogadores ficou bem à vista no desafio da primeira mão na passada quarta-feira e, sobretudo, a força do seu conjunto deve merecer a Rui Borges e seus jogadores o maior de todos os cuidados.
Veremos então o que vai ser possível construir, com a certeza antecipada de que, neste momento, nada está perdido, mas também nada está ganho, sendo por isso indispensável uma forte e bem cimentada crença de que virar o resultado é possível sendo, para isso, necessário muito esforço e uma enorme concentração.
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