Paliativos
Há palavras que evitamos porque nos assustam. “Paliativos” é uma delas. Se à palavra juntarmos “crianças”, o impulso pode ser afastar o olhar.
Na semana passada, a Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos lançou a Carta de Belém. O dado que a acompanha é difícil de ignorar: em Portugal, entre 85% e 90% das crianças que necessitam destes cuidados não têm acesso adequado a eles.
Estamos a falar de crianças com doenças graves e de famílias que precisam de apoio para viver com a doença, não apenas para enfrentar a morte.
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