Cata-Ventos: Palavras que vamos perdendo
Cata-Ventos: Palavras que vamos perdendo
Costa Alves - 09/07/2026 - 9:02
Leio “A Queda de um Anjo” de Camilo Castelo Branco e dele transponho alguns dos muitos vocábulos e expressões que lamento termos deixado de usar. Entre tantos outros, ponho de lado boticários, rapés, liteiras, com os seus “liteireiros”, que polvilhavam a vida quotidiana da Lisboa daquele tempo. Refiro-me a palavras e expressões que podíamos ter conservado. É a evolução da língua, bem sei, mas ficámos mais pobres.
Salvo as devidas distâncias, o Parlamento é glosado de uma maneira que podemos projetar na atualidade. Há, seguramente, quem tape os nossos ouvidos com “bordão e concha de romeiro do progredimento social”. Há, também, quem se insurja contra “locuções repolhudas” e indague saber “onde se estudam aquelas farfalhices”. Perante o absurdo do que é narrado, convoco um vocábulo com outra beleza, ou não fossem assim os que rimam com........
