menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Não me morreste

13 0
monday

“O foco na continuidade dos vínculos fornece uma possibilidade que muitas pessoas em luto não haviam considerado”Adam Anderson

Leia os artigos que quiser, até ao fim.

Com uma assinatura PÚBLICO tem acesso ilimitado a todos os conteúdos e cancela quando quiser.

“Morreste-me”, assevera o José Luís Peixoto. “Se me disseres que morreste não acredito, não posso!”, exclama o Luís Represas. Facto. Não me morreste. Ainda que tenhas morrido.

No regresso a este mar que te tem como casa, imenso, como imensa nele a tua presença é, não me morreste. Neste marítimo bosque onde fomos, escutámo-nos e era-nos verbo que “esta saudade não dorme”. O marulhar deste côncavo silêncio (porque infinito, ainda mais do que escreve António Lobo Antunes é) atesta não me teres morrido.

Os dias sem ti são longos, sabê-los........

© PÚBLICO