Santa Marta na linha entre ação e retórica
Uma conferência sem lobby fóssil, com exigência de propostas concretas e foco na ação. Em Santa Marta, na Colômbia, o discurso mudou — mas será suficiente para responder à urgência climática ou estamos perante mais uma promessa adiada?
As alterações climáticas são hoje uma realidade incontornável. Os discursos negacionistas tornaram-se cada vez mais marginais, dando lugar a uma nova forma de bloqueio: narrativas aparentemente alinhadas com o ambiente, mas que promovem falsas soluções. Em nome da “sustentabilidade”, defende-se frequentemente a continuidade do crescimento económico sem impacto ambiental — uma premissa que ignora os limites físicos do planeta.
A crescente disputa geoestratégica pelo controlo de rotas e pela exploração de combustíveis fósseis acrescenta uma nova camada de complexidade. Após uma COP30 marcada pela ausência de um roteiro claro para o abandono dos combustíveis fósseis, a resposta surgiu fora do quadro habitual.
A frase que mais se repete, quase como um aviso, é simples: que isto não seja mais uma COP
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O governo da Colômbia, em conjunto com um grupo de países, decidiu avançar. Se o espaço multilateral tradicional não produz resultados, cria-se outro. Foi assim que nasceu a Primeira Conferência........
