O debate da Globo
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Na sexta-feira, 23 de outubro, acontece o debate promovido pela TV Globo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). E o Brasil quer conhecer propostas, comparar projetos e avaliar quem está preparado para governá-lo. Não quer assistir a um presidente obrigado a se defender de provocações de um adversário que confunde a disputa pela Presidência com a competição de um time de futebol da segunda divisão.
O confronto do último domingo, na TV Bandeirantes, deixou uma imagem preocupante para Lula e particularmente favorável a Flávio: a de um presidente que perdeu o domínio da cena diante de um adversário empenhado em desestabilizá-lo. Lula pareceu desconcertado, circulando de um lado para o outro, com o rosto avermelhado e uma expressão de desconforto. Em vez de permanecer no púlpito, preservar sua posição e obrigar o adversário a enfrentá-lo no terreno das ideias, deixou-se arrastar pela dramaturgia que lhe foi imposta.
A responsabilidade por esse desempenho não é apenas do presidente. É também de sua equipe, que deveria ter antecipado uma estratégia elementar de provocação e preparado Lula para neutralizá-la. Em um debate presidencial, a experiência política não dispensa preparação, assim como a autoridade do cargo não garante o domínio da situação. Foi justamente essa combinação que faltou: estratégia, disciplina e capacidade para não cair nas armadilhas do adversário.
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Seria um erro permitir que a discussão sobre o desempenho de Lula oculte a questão mais importante: o que Flávio Bolsonaro efetivamente tem a oferecer ao Brasil? Até agora, apenas a possibilidade de reeditar o trágico governo do seu pai. Sua atuação no confronto com o petista no debate da Band foi orientada para humilhar o adversário e não para convencer os........
