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Estratégias para a segunda volta

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23.01.2026

Mais do que um simples indicador nas sondagens, a rejeição é um teto eleitoral passível de travar o crescimento de políticos que enfrentam a resistência de uma parte da população. O problema agrava-se em momentos de campanha, quando a aversão se concentra só num dos candidatos, desequilibrando a contenda. Nestas presidenciais, André Ventura sabe que acumula resistências e anticorpos, enquanto António José Seguro beneficia de uma considerável aceitação, ainda que em parte mais decorrente do receio do adversário do que de um real entusiasmo pela sua figura.

Na noite de domingo, embora nunca nomeada, a rejeição esteve no centro do discurso de passagem à segunda volta do líder do Chega, quando se definiu como o candidato do espaço não-socialista e apregoou que “o socialismo mata”. Tal estratégia comunicativa assenta em três grandes ideias: primeiro, na personalização do sistema, responsabilizando as lideranças do PS e o partido pelos problemas no país; segundo, na ativação do medo e da memória seletiva, destacando casos reais de corrupção ou........

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