A União Europeia e o “Big Bang” na economia
Há opiniões que, uma vez proferidas, ficam para sempre coladas à pele. No caso do Dr. António Costa, hoje Presidente do Conselho Europeu, todos estamos recordados da sua aversão às “reformas estruturais” enquanto foi primeiro-ministro de Portugal. Nessa altura, as ditas reformas arrepiavam-no e, segundo o próprio, causavam alergia a todo e qualquer cidadão normal. Foi, por isso, com alguma surpresa que há dias o vi defender, em entrevista ao Financial Times, o imperativo de um “Big Bang” na reforma da regulamentação europeia. A expressão é, sem dúvida, mais sofisticada, mas remete para o mesmo domínio que antes lhe causava tanta urticária: a necessidade de fazer funcionar algo que funciona mal ou que poderia funcionar muito melhor. E, no caso em apreço, resume a ideia de fazer com que o mercado único da União Europeia funcione, de facto, como um mercado único.
