Proibir a IA não humaniza nem prepara para o futuro
Quando a eletricidade foi inventada, muitos tiveram medo de incêndios e choques elétricos, e, compreensivelmente, continuaram a preferir usar gás e velas. Quando apareceram os primeiros automóveis, muitos consideraram-nos perigosos e criaram-se regras que obrigavam os carros a andar muito devagar, com alguém à frente a avisar da sua aproximação. Também os aviões foram considerados muito perigosos, existindo ainda alguns céticos face à sua segurança. O mesmo se aplica às vacinas.
Quando surgiram as caixas ATM, muitos não confiaram nelas para lidar com o seu dinheiro, preferindo o atendimento humano numa agência. Os computadores e a internet também foram vistos como tecnologias de elevado risco e impactos potencialmente catastróficos. Já nos anos 60, as máquinas calculadoras foram alvo de forte oposição de professores de matemáticas que defendiam que o seu uso iria destruir o raciocínio matemático e promover o facilitismo. Com o tempo, elas foram integradas nas práticas pedagógicas e tornaram-se ferramentas banais, hoje inclusive fazendo parte das medidas de apoio do Estado, que apoia alunos na sua aquisição.
Quem estuda a história da inovação tecnológica........
