Quem guarda os curadores?
No último ano fui eleito duas vezes reitor da Universidade Nova de Lisboa: em setembro de 2025, com 14 votos entre os 27 membros do conselho geral; em maio deste ano, com 15 votos entre os 20 participantes. Dir-se-ia que não deveriam subsistir dúvidas sobre quem foi escolhido. Mas a universidade, como tantas instituições antigas, não é pastagem segura para a simplicidade.
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Na semana passada, numa decisão que os próprios classificaram como "inédita e grave", os cinco membros do conselho de curadores decidiram não homologar a eleição do reitor, invocando ilegalidades no procedimento. Não está em causa qualquer irregularidade ou inelegibilidade que me seja imputada enquanto candidato.
As universidades portuguesas têm assistido a uma crescente judicialização da sua vida interna. Não há nada de ilegítimo em recorrer à justiça. Mas devemos perguntar porque nos tornámos tão dependentes dela para resolver conflitos que antes encontravam resposta nas próprias instituições.
Neste caso, é um órgão da universidade a........
