Numas guerras de má fama, faz negócio o charlatão
Parece que foi ontem, mas já passaram 55 anos desde que ouvimos O charlatão. Não esse, em que podem estar a pensar (e não faltam candidatos), mas aquele que Sérgio Godinho gravou em França, em finais de Abril de 1971. Chegou-nos primeiro num vinil com quatro canções, junto com Romance de um dia na estrada (que dava título ao EP), A linda Joana e A-A-E-I-O, toada que apesar do título era tudo menos infantil; e mais tarde, em 1972, integrado num LP com um título ainda hoje actual, Os Sobreviventes, que abria com Que força é essa? e fechava com Maré alta, prenúncio inconsciente de um outro Abril, que viria a surpreender-nos três anos depois.
