A fachada do progresso e o silêncio cúmplice na Arábia Saudita
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A Arábia Saudita acaba de registrar o ano mais sangrento de sua história recente em execuções. Mais de 340 pessoas foram mortas pelo Estado em 2025, superando o recorde já alarmante do ano anterior. Entre elas, jornalistas, jovens menores de idade à época das acusações, mulheres, estrangeiros e dezenas de pessoas condenadas exclusivamente por crimes não letais relacionados a drogas, algo incompatível com o direito internacional dos direitos humanos. Ainda assim, o mundo diplomático segue em festa com Riade.
Este não é um desvio de percurso. É um projeto de poder. Sob Mohammed bin Salman (MBS), a Arábia Saudita construiu uma das mais sofisticadas fachadas políticas e econômicas do nosso tempo. Os números impressionam. Em 2025, o país registrou uma expansão expressiva de captais internacionais, com o estoque de Investimento Estrangeiro Direto (IED) alcançando US$ 800 bilhões no segundo trimestre, um crescimento de 17% em relação ao ano anterior.
Além disso, de um lado, vemos a Saudi Vision 2030, megaprojetos futuristas como NEOM, shows internacionais, Fórmula 1, contratos........
