A arte de dançar em caco de vidro
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Não teria forma melhor de “parir” este artigo senão olhando para trás. Sem qualquer saudosismo ou devoção ao sofrimento, as pessoas costumam achar bonito como, segundo elas, eu transformei dor no que elas chamam de força, como eu, também segundo elas, catapultei uma experiência ruim em uma matriz energética de indignação.
Acho que a indignação é a maior das virtudes. O não se conformar nos leva onde o aceitar jamais levaria. Será que eu teria escrito um livro de mais de 500 páginas, que exigiu tanta pesquisa, se eu apenas aceitasse que o mundo é como ele é?
Gosto da vida. De um jeito agridoce, injusto, inoportuno. Mas gosto........
