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A Nova SBE ainda pode reencontrar o caminho da democracia

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08.05.2026

Para os mais desatentos ou os mais impacientes, vale a pena recapitular os eventos dos últimos nove meses, que, de forma rocambolesca e com contornos ficcionais, têm vindo a abalar a vida e o normal funcionamento da Universidade Nova de Lisboa.

Em setembro do ano passado, o atual reitor da Nova foi eleito numas eleições que, pela primeira vez em muitos anos, envolveram mais do que um candidato. Apresentaram-se seis candidatos numa eleição plural e competitiva. Paulo Pereira foi eleito à primeira volta, com 14 votos, seguido de José Alferes e João Amaro de Matos, com seis votos cada, e de Elvira Fortunato, com um voto.

Contudo, um dos candidatos, Pedro Maló, foi excluído por não cumprir os requisitos do edital, que limitava as candidaturas a professores catedráticos ou investigadores coordenadores. Trata-se de uma restrição anacrónica, que, como o tribunal viria a reconhecer, viola o Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES). Apesar de o então reitor, João Sàágua, ter decidido prosseguir com o processo, a atual equipa reitoral acatou a decisão do Tribunal Administrativo, em março, de repetir a eleição. Malogradamente, de forma inacreditável e apesar de todas as diligências desenvolvidas para cumprir........

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