O “assassino de monopólios” entra na disputa entre China e EUA
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A pergunta veio direta, quase provocadora. Com um executivo da Huawei no palco e representantes americanos de chips circulando pelo evento, o Web Summit Rio havia virado campo de batalha entre Estados Unidos e China? Paddy Cosgrave, fundador do evento, recusou a moldura na hora: "Não vejo isso como um octógono do UFC. É apenas um ponto de encontro global." Se, por um lado, o jornalista tinha razão, o anfitrião tinha suas obrigações.
De 8 a 11 de junho, o Riocentro sediou a quarta edição do Web Summit Rio, que trouxe uma geometria geopolítica discreta que dificilmente caberia num evento europeu. O que se viu ali foi algo mais preciso do que uma disputa tecnológica: o Brasil se recusou a escolher um lado e, ao fazer isso, tornou-se o palco onde os lados medem forças.
E o Rio de Janeiro não é um palco neutro. Em julho de 2025, a cidade sediou a Cúpula do BRICS, o encontro que reúne as economias que mais ativamente constroem alternativas à ordem ocidental. Naquele ano, o Brasil presidia o bloco, que tem na China seu motor financeiro e tecnológico. Quando o Web Summit chegou ao Rio em junho de 2026, aportou em uma cidade........
