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A escola não é um saco sem fundo… e o saber também ocupa lugar

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24.05.2026

É um lugar comum dizer que antigamente é que era bom e que, antigamente, é que as crianças aprendiam muito na escola. Mas será que esse antigamente afinal era assim tão bom e as crianças aprendiam assim tanto?

Foi com esta pergunta em mente que fui revisitar o programa do tempo em que eu andava na escola primária, o chamado “Programa de capa cor de laranja”, e aquilo que li levou-me a confirmar aquilo que já intuía: os programas do “meu tempo”, afinal, eram bem mais simples e curtos do que os atuais.

Também os programas do tempo em que comecei a dar aulas, há quatro décadas, eram mais simples e curtos do que os atuais, prevendo uma introdução mais progressiva dos conteúdos a lecionar.

O que mudou, entretanto?

Atualmente, vivemos de acordo com uma lógica aditiva do quanto mais e do quanto mais cedo melhor. De acordo com essa lógica, enchemos os currículos das crianças com conteúdos e competências com o intuito de lhes transmitir o património de saberes herdados do passado, mas também de as preparar para lidarem com um futuro incerto, que ainda ninguém sabe ao certo qual vai ser.

De cada vez que se faz uma revisão curricular, a intenção começa por ser definir o que é........

© PÚBLICO