O debate que chegou com um ano de atraso
Realizou-se na semana passada o encontro anual de ciência que até agora era organizado pela extinta Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT). Desta vez, a organização ficou a cargo da sua sucedânea – a Agência para a Investigação e Inovação (AI2) – que resultou da fusão da FCT com a Agência Nacional de Inovação (ANI). Seguindo a lógica do nome da AI2, o encontro deste ano foi intitulado “Encontro Ciência e Inovação”. A existência deste encontro e do debate que se gerou nele e à volta dele são bem-vindos e só pecam por (muito) tardios.
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De facto, a extinção da FCT e sua substituição pela AI2 foram anunciadas pelo governo há praticamente um ano e por isso o debate sobre a junção da administração do financiamento para ciência e inovação vem com um atraso de pelo menos esse tempo. Seria normal e desejável que o debate e a consulta à comunidade científica tivessem precedido a extinção da FCT e criação da AI2 e não o contrário. Ou seja, começou-se a casa pelo telhado. Mas,........
