Ridículos e perigosos
Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.
Perto da Estação Charing Cross, em Londres, entrei em uma loja de souvenirs. Na estante, havia vários bonequinhos de figuras públicas, inclusive de vários líderes mundiais, como bonequinhos da realeza britânica e de Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos da América.
Os bonequinhos balançavam o tronco e moviam os braços para lá e para cá, rígidos em sua matéria plástica, patéticos em sua dança desengonçada. Não conheço quem compraria aquele boneco de Trump, mas, certamente, alguém já comprou ou ainda comprará. Era um bonequinho tão ou mais ridículo, mas menos perigoso, do que o Trump real.
Por um breve segundo imaginei minha mão fechada em forma de punho esmagando aquele bonequinho estúpido. Mas foi apenas uma ideia; uma ideia muito rápida. Foi um desejo, devo admitir, também ridículo se fosse concretizado na sua expressão desmedida: em nada alteraria o que Trump e todos esses homens de ultradireita, bonecos........
