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Não há vítimas climáticas de segunda classe

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05.04.2026

Os impactos das alterações climáticas deixaram de ser uma projecção científica distante para se tornarem uma realidade global. Tanto nas sociedades economicamente desenvolvidas como nas comunidades mais vulneráveis, nenhum território escapa à força crescente das inundações, nevões, ondas de calor ou da subida do nível do mar. A geografia da vulnerabilidade ainda divide Norte e Sul, mas a intensidade e a frequência dos seus impactos já não respeitam hemisférios.

Neste jogo de sobrevivência dos ecossistemas naturais e perante os efeitos que o aquecimento global provoca, quer de forma súbita, quer de forma lenta, as comunidades humanas tornam-se as vítimas centrais. Se muitos milhões de deslocados vão fugindo de território em território, milhares de famílias não terão regresso aos seus habitats. E a razão é apenas uma: os territórios tornam-se inabitáveis ou deixam de existir. Os espaços insulares de baixa altitude estão na linha da frente, mas as zonas costeiras de países com vocação marítima integram já uma lista crescente de erosão e perda de território.

Os dados publicados pela Organização Meteorológica Mundial em Março de 2026 indicam a subida do nível médio do mar como........

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