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Nacionalidade no esporte: uma questão de elegibilidade múltipla

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15.06.2026

Os artigos da equipa do PÚBLICO Brasil são escritos na variante da língua portuguesa usada no Brasil.Acesso gratuito: descarregue a aplicação PÚBLICO Brasil em Android ou iOS.

A cada quatro anos, pessoas do mundo inteiro se mobilizam para acompanhar um dos maiores eventos esportivos, a Copa do Mundo da FIFA. Atletas de futebol, patrocínios multimilionários, direitos de transmissão dos jogos, estádios, infraestruturas, enfim, uma enormidade de assuntos que surgem com a realização desse grande momento do entretenimento mundial.

Um tema, no entanto, tem chamado a atenção. Na seleção nacional de Marrocos, dos 26 atletas convocados, 19 deles nasceram fora do país. Quase 73% da seleção é composta por jogadores que nasceram na Espanha, França, Canadá, Holanda e Bélgica. O mesmo acontece em outras seleções, como as de Curaçao, República Democrática do Congo, Argélia, entre outras. Até mesmo atletas originariamente brasileiros jogam por Portugal, Paraguai e Catar.

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No mundo dos esportes, via de regra, defender uma seleção nacional pressupõe ser nacional. Mas, com a globalização e o movimento migratório, milhões de pessoas passaram a ter múltiplas nacionalidades: porque nasceram num país, porque tiveram pais ou avós de outro país ou porque residem........

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