Precisamos de falar sobre os direitos das mulheres (outra vez)
Não costumo escrever aqui sobre temas que não estejam (objetivamente) no domínio da Economia. A recente polémica em torno da alegada violação de uma jovem na Universidade de Cornell, nos EUA, por sete colegas levou-me, porém, a perceber, em conversas com homens que não considero misóginos ou sexistas, até que ponto a violência, a insegurança e a fragilidade dos direitos das mulheres continuam a ser encaradas como questões secundárias.
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Ouvi várias vezes que existe uma bolha nas redes sociais que distorce a realidade e promove, entre mulheres, uma crescente hostilidade em relação aos homens, comparável aos incels, como se fossem duas comunidades radicalizadas que se alimentam mutuamente. Há, de facto, um problema de perceção. A questão é perceber de onde vem.
Existe uma bolha, mas não está necessariamente nas redes sociais – está na vida de quem nunca precisou de pensar sobre isto. Perguntemos a uma mulher quantas vezes escolheu o caminho mais iluminado, enviou a localização a uma amiga, fingiu estar ao telefone ou atravessou a rua ao aproximar-se de um grupo de homens. Depois........
