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Trump terá o seu Iraque e Netanyahu o “Grande Israel”?

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31.03.2026

Cessar-fogo ou invasão? Trump foi atraído para a armadilha desta guerra contra o Irão, da qual não sabe como sair. As suas consequências foram subestimadas, porque a capacidade iraniana de resposta foi subestimada. O Irão destruiu um Boeing E-3 Sentri, centro nevrálgico das operações da Força Aérea, que custa 300 milhões de dólares, e as reparações do porta-aviões USS Gerald R. Ford, na Grécia, devem ter uma explicação que os EUA não querem, evidentemente, revelar. Não se pode dizer que Teerão esteja a perder a batalha naval.

Um mês depois desta guerra irresponsável, o barril de Brent continua acima dos 116 euros, o estreito de Ormuz estrangulado e transformado em arma eficaz, de repercussão global. Ironicamente, diz a Economist, quem está a lucrar com isso é o próprio Irão. Os seus petroleiros continuam a navegar pelo estreito e o país terá duplicado as vendas de petróleo desde o dia em que as bombas começaram a ser despejadas no país dos ayatollahs. Conclui a Economist: o Irão “pode ser atacado no campo de batalha, mas o regime está a vencer a guerra energética”. A Rússia também não se pode queixar. Moscovo teve autorização dos EUA para que um petroleiro da sua frota-fantasma,........

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