A tristeza da amante
Esse último mês fiquei profundamente triste com um casal que atendi junto com o meu marido.
Eles vieram de outra cidade para passar o fim de semana em Belo Horizonte e aproveitaram para agendar uma vivência de massagem tântrica para casal no Espaço Mani.
Chegaram no horário combinado. Ele entrou primeiro, caminhando alguns passos à frente enquanto mexia no celular. Ela vinha logo atrás, um pouco perdida, com o semblante cansado, como quem carregava um peso que ninguém mais conseguia enxergar.
Sentaram-se na recepção. Enquanto preparávamos a experiência, ele pediu um café. Ela pediu uma taça de vinho.
Conversamos por alguns minutos e, antes mesmo que nos contassem qualquer coisa, os corpos já falavam por eles. Havia uma desconexão enorme entre os dois. Não era o silêncio confortável de um casal íntimo, era um vazio.
Quando perguntamos há quanto tempo estavam juntos, ele respondeu sem sequer olhar para ela:
"Não sei... um ano... sei lá..."
Pode parecer um detalhe pequeno, mas quem ama costuma saber. Ou, pelo menos, olha para o outro antes de responder.
Eles nunca disseram quem eram um para o outro, mas também não precisaram dizer.
O que mais me chamou atenção, porém, não foi isso.
Era uma mulher bonita, inteligente, elegante, mas parecia ter desaparecido de si mesma. Sentava na ponta da cadeira como quem........
