Crescimento econômico no Chile? Sim, não, depende…
Marco Tulio Bustos Gutiérrez*/Latinoamérica21 _ Uma das principais medidas utilizadas para analisar o crescimento econômico é a evolução do Produto Interno Bruto (PIB), indicador que representa o valor monetário dos bens e serviços finais produzidos em um determinado período. As variações do PIB permitem avaliar a expansão ou a contração da atividade econômica ao longo do tempo. No último dia 18 de maio, o Banco Central do Chile informou que o PIB do país caiu 0,5% no primeiro trimestre de 2026, indicando um enfraquecimento da atividade econômica. Diante disso e no âmbito da defesa de sua megarreforma econômica e tributária, o ministro da Fazenda, Jorge Quiroz, apressou-se em atribuir a culpa ao governo anterior, afirmando que “esse é o país que recebemos e, por isso, mais do que nunca, precisamos voltar ao crescimento”.
Esse tipo de afirmação revela uma interpretação parcial dos números e desconsidera o comportamento e o ritmo da atividade econômica no Chile. A economia chilena apresenta um comportamento trimestral cíclico — similar aos batimentos medidos por um eletrocardiograma —, pois sua atividade produtiva sofre flutuações recorrentes ao longo do tempo, influenciadas tanto por fatores estruturais quanto por variações sazonais.
Por ser uma economia pequena e aberta, o Chile é particularmente sensível às mudanças no cenário internacional, especialmente às variações nos preços do cobre, bem como às condições........
