Sindijoias Ajomig e FIEMG formalizam documento ao Governo Federal contra tarifaço dos Estados Unidos
O Sindijoias Ajomig protocolou documento junto ao Governo Federal pedindo apoio institucional para enfrentar tarifas que podem chegar a 50%, com impacto direto sobre a competitividade do setor.
O documento foi entregue em Brasília pelo conselheiro do sindicato, Raymundo Vianna, em audiência com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Antônio Anastasia. A iniciativa contou com a assinatura do presidente do Sindijoias Ajomig, Murilo Graciano, e do presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.
Segundo o setor, os Estados Unidos, principais compradores das gemas e joias produzidas no país, adotaram, entre 2025 e 2026, um pacote tarifário que começou com alíquota de 10% sobre a maioria das importações brasileiras e evoluiu para regimes que alcançam até 50% em diversos produtos. A medida integra uma estratégia protecionista e de retaliação econômica, elevando barreiras comerciais e pressionando margens de lucro.
No caso específico de joias, gemas e bijuterias, as tarifas variam conforme o código do Harmonized Tariff Schedule (HTS) norte-americano. Em condições regulares, itens de bijuteria podem ser taxados em cerca de 11% ad valorem. Já pedras preciosas enfrentam percentuais indicativos em torno de 27%, enquanto joias de ouro e prata podem alcançar faixas entre 29% e 34,9%. Com as sobretaxas adicionais, a carga total pode atingir 50%.
“Especificamente no setor de joias, gemas e bijuterias, as tarifas dos EUA não costumam ser uniformes apenas por país de origem, mas aplicadas por código tarifário do Harmonized Tariff Schedule (HTS) dos Estados Unidos. As taxas variam conforme o material e o tipo de produto. Por exemplo, em regimes normais sem medidas extras, itens de bijuteria classificados sob determinados códigos HTS podem ser taxados em torno de 11% ad valorem, enquanto gemas preciosas e semipreciosas importadas podem enfrentar tarifas específicas. Por exemplo, tarifas indicativas em torno de 27% para pedras preciosas e taxas entre 29% e 34,9% para joias de ouro e prata, conforme dados de comércio sob o sistema tarifário americano”, afirma Raymundo.
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