menu_open Columnists
We use cookies to provide some features and experiences in QOSHE

More information  .  Close

Orquestrando a erradicação de misérias e pobrezas

22 0
19.06.2026

Na semana passada, visitei uma família em Belo Horizonte. Numa casa simples, vi avós, jovens, mães e trabalhadores informais com baixa escolaridade, bicos, espera por saúde, moradia frágil e pouca perspectiva. Ali, a pergunta de um governante não pode ser só “essa família recebe algum benefício?”, mas “que direitos ainda não chegaram?” Até 1988, assistência social foi tratada como caridade. A Constituição a incorporou à seguridade social. Em 1993, com Itamar Franco, a Loas consolidou a virada: direito do cidadão e dever do Estado. Vieram BPC, Cadastro Único, Bolsa-Família e SUAS (Sistema Único de Assistência Social). Mas erramos ao tratar o Cadastro Único só como fila de benefício. Revela crianças fora da escola, escolaridade, moradia, pessoas com deficiência sem apoio, idosos vulneráveis, renda, saneamento e territórios esquecidos. Esse mapa parte de uma convicção: a família é a maior estrutura de proteção social. Antes de qualquer programa, quase sempre ela acolhe, alimenta, cuida e protege quando tudo falta. Família primeiro sempre. O papel do Estado não é substituir a família; é........

© O Tempo