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Brasil ganha ouro inédito em meio a tantos desacertos

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19.02.2026

Em meio a tantos desacertos – políticos e econômicos –, o Brasil, com o esquiador Lucas Pinheiro Braathem, que é filho de pai norueguês e mãe brasileira, conquistou o ouro nos Jogos de Inverno. Essa inédita e suada vitória foi destaque não só aqui, mas na imprensa italiana e no mundo todo. “The New York Times” comemorou a performance do brasileiro com o título “Uma Olimpíada de estreias”, pois o Cazaquistão surpreendeu e também conquistou algumas medalhas.

Depois da conquista do ouro, todavia, o mesmo esquiador e campeão olímpico Lucas Pinheiro, que era considerado um dos favoritos, levou um tombo, no último sábado, na prova do slalom gigante, e não subiu ao pódio. A prova aconteceu (e isso não é desculpa) em meio a forte nevasca, que dificultou visibilidade do terreno da neve.

Pois é, leitor, depois da vitória de Lucas Pinheiro, que, pelo que se viu, se encantou de vez com o Brasil, terra de sua mãe, o Carnaval, finalmente, chegou ao fim. O de Belo Horizonte conquistou inédita cobertura das televisões, rádios e jornais. Mas o do Rio, o melhor e mais famoso do país, será mais notícia ainda depois que a escola Acadêmicos de Niterói homenageou, na Marquês de Sapucaí, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A homenagem não só relembrou a sua trajetória política, mas também teceu criticas aos seus antecessores.

O governo entende que a homenagem prestada a Lula é absolutamente legal. Há juristas, porém, que defendem o contrário. Embora possa não haver risco de crime eleitoral, que implique, por exemplo, inelegibilidade, o presidente Lula não deveria ter concordado com a homenagem. Pura vaidade, leitor. E a notícia de que a primeira-dama desfilaria na escola, suspensa na última hora, complicaria mais o presidente, pois estamos em ano eleitoral e em disputa acirrada.

Os responsáveis pela homenagem sabiam que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não julgou o mérito das representações apresentadas antes do desfile. A ministra Cármen Lúcia, atual presidente do TSE, disse, na época, que “o processo continua, pois os questionamentos não foram sanados”. Para um bom entendedor...

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, indicado pelo próprio pai, já anunciou que ele e o Partido Novo acionarão o Tribunal Superior Eleitoral. Segundo ambos, o que ocorreu na Marquês de Sapucaí configura, inquestionavelmente, “propaganda eleitoral antecipada e abuso de poder político e econômico”.

Enfim, (o exagerado?) bombardeio contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que às vezes erram ou prevaricam e põem em risco a instituição, continua, sobretudo nas redes sociais. Esquecem-se de que os homens passam (e que, quando cometem erros, devem ser punidos), mas a instituição fica e é fundamental à democracia.

Não há democracia forte sem uma Corte Suprema também forte e que cumpra, fielmente, a sua missão – a de atuar como o guardião da Constituição Federal. Sua missão, em todo o território nacional, é garantir o seu cumprimento, além de ser a intérprete dos seus preceitos e de julgar a constitucionalidade de leis e de atos normativos.

Missão, aliás, que jamais poderá dispensar a ética.

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