Que futuro para a PSP no programa político deste Governo?
Esta semana fomos bafejados pela concretização de uma decisão política (e não técnica ou hierárquica da PSP) de reforçar as Polícias Municipais de Lisboa e Porto, indo (finalmente) ao encontro dos anseios do presidente Carlos Moedas ( Lisboa) , e mais recentemente do presidente Pedro Duarte ( Porto).
Será então que isto faz algum sentido? Ou aliás, que isto faça sentido num momento em que conjuntura da PSP espelha um quadro deficitário e envelhecido de recursos, que até obrigou, a título de exemplo, a ser reforçada pela GNR na operação de fronteiras no aeroporto de Lisboa? Então, mas há Polícias, nem que seja à força, para ingressarem nas Polícias Municipais que têm competências limitadas na segurança pública (diríamos até meramente complementares tendo em conta a sua natureza de polícia administrativa de poderes específicos, i.e., os que decorrem tout court das competências municipais), e não há para reforçar o aeroporto, o policiamento de proximidade, a prevenção criminal, e tantas outras (muitas) competências que as Forças de Segurança, em particular a PSP, têm no domínio da Segurança Interna?
Como é que se irá explicar, em particular às mais de 5 milhões de pessoas que vivem nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, que o Governo decidiu priorizar as Polícias Municipais, que não têm sequer inscrição na Lei de Segurança Interna, esventrando mais um pouco a........
