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Um ano de compromisso

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17.04.2026

Assinalou-se ontem o primeiro ano de mandato da Direção Executiva da Liga Portugal, sob a liderança de Reinaldo Teixeira. Longe de qualquer tentação celebratória, a efeméride impõe-se como um momento de reflexão exigente, ancorado num compromisso inequívoco com o rigor, a transparência e a sustentabilidade do Futebol Profissional.

O permanente acompanhamento tem traduzido uma opção deliberada por uma regulação de proximidade, informada e consequente, traduzindo-se num instrumento de conhecimento aprofundado das múltiplas realidades que compõem o ecossistema competitivo. Dessa imersão resulta uma capacidade de intervenção mais criteriosa, assente numa lógica de acompanhamento contínuo e de prevenção. Importa, porém, sublinhar que este percurso não se constrói de forma isolada: a articulação com as Sociedades Desportivas, marcada por um diálogo exigente e por uma disponibilidade construtiva, tem sido condição indispensável para a densificação de soluções equilibradas e eficazes.

Registamos, por exemplo, que, ao serem introduzidos objetivos concretos e instrumentos de mensuração, permitiu-se não apenas identificar constrangimentos, mas também aferir, com rigor, a capacidade de resposta do sistema. Das 248 ocorrências registadas pelo Departamento de Controlo Económico e Licenciamento (CEL), 69 por cento foram objeto de resolução, dado que deve ser lido menos como resultado conclusivo e mais como indicador de um processo em permanente aperfeiçoamento.

Também no domínio regulamentar se evidencia uma abordagem assente na ponderação e na construção partilhada. As alterações já implementadas e as propostas em preparação para a época 2026/27 resultam de um trabalho técnico sustentado, desenvolvido permanentemente em estreita articulação com as Sociedades Desportivas, e orientado por critérios de coerência normativa e adequação às exigências contemporâneas.

O que este primeiro ano verdadeiramente revela não é um ponto de chegada, mas a afirmação de um método: o de uma governação que privilegia o escrutínio, valoriza a cooperação institucional e se orienta por uma ética de responsabilidade coletiva. Será nessa tensão virtuosa entre exigência e diálogo que se continuará a edificar um quadro competitivo mais sólido, credível e à altura das responsabilidades do Futebol Profissional.


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