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Sporting-FC Porto foi um jogo com os ingredientes todos

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05.03.2026

As meias-finais da Taça de Portugal, disputadas em Alvalade, entre Futebol Clube do Porto e Sporting Clube de Portugal, ofereceram um grande espetáculo de futebol. Foi um jogo com os ingredientes todos. Teve incerteza no resultado, durante os 90 minutos qualquer das equipas poderia ter ganho o jogo, teve intensidade, não existiram momentos mortos, cada minuto foi preenchido com um futebol de alta competição e teve entrega total dos jogadores de ambas as equipas.

É daqueles jogos que fica na memória e honra o futebol português. Foi uma meia-final da Taça de Portugal, mas, pelo que se demonstrou em campo, poderia ser a final do Campeonato do Mundo. Ficam muitas expectativas para a segunda mão.

Apesar da vitória, a eliminatória permanece totalmente em aberto. A margem mínima deixa o FC Porto com todas as hipóteses para discutir a qualificação no Dragão, prometendo mais um jogo de enorme intensidade.

Ao contrário do que se passou em campo, os comentários no final do jogo, produzidos pelos presidentes dos clubes, merecem ser arquivados e não são exemplo a seguir. Não são exemplo para adeptos e muito menos para jogadores.A discussão do pormenor é própria de quem não tem essência para apresentar. Mas, neste caso, ambos os líderes tinham muito para dizer em abono das suas equipas. Leões e dragões foram enormes em campo, as opções táticas também resultaram na perfeição, não faltaria matéria substantiva para preencher as declarações finais.

Mas, infelizmente, optaram pelo ataque ao adversário. Perderam-se em derivas sobre a arbitragem, sobre os critérios utilizados em outras geografias que nem sequer constituem referência do futebol.

A rivalidade, e até a picardia, fazem parte do futebol. Mas só valem como estímulo quando aplicadas no tom certo e no momento oportuno. Quando chegam a despropósito e até em contra corrente ao que foi o espírito do jogo, resultam como artificiais e redutoras de quem as provoca.

Esperemos que na segunda mão o jogo seja equivalente ao da primeira e que os presidentes deixem o protagonismo para os jogadores.


© O Jogo