Reta final de um bom campeonato
A época 2025/26 entrou na sua reta final e, a quatro jornadas do fim, já está praticamente decidido o vencedor: o FC Porto. Só se o mundo começasse a girar ao contrário é que o título poderia fugir aos dragões.
A derrota do Sporting na última jornada, frente ao rival Benfica, aniquilou as esperanças de conquistar o tricampeonato. Mas fez uma excelente época, pode não ganhar títulos, mas lutou por todos.
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A última semana foi decisiva, poderia ter sido fantástica ou dramática. A equipa poderia fazer gestão de esforço, ou enfrentar todas as provas como se fossem a última, com a determinação de vencer e assumindo o risco do desgaste. Escolheu a última opção, e bem.
Ter ambição europeia tem de se tornar no novo paradigma. Vitórias domésticas, amplificadas quando é sobre o rival, são vitórias de Pirro.
O futebol mobiliza paixões pela incerteza de cada resultado, uma prova que aparenta estar perdida pode ser ultrapassada pela superação que os jogadores demonstram em campo. Foi assim com o Bodo/Glimt.
Depois de uma pesada derrota na Noruega, por três golos, o Sporting agigantou-se em Alvalade, o leão que surge no seu emblema incorporou em cada jogador, jogaram com garra e raça, venceram por cinco golos e passaram a eliminatória.
Com o Arsenal, a história poderia ter sido semelhante. Apesar de ter perdido o primeiro jogo em casa, com um golo sofrido aos 91 minutos, na segunda mão, em Londres, no Emirates Stadium, o Sporting viu duas bolas embaterem na trave. Bastariam cinco centímetros para mudar o rumo do jogo e o resultado poderia ter sido completamente diferente.
O Sporting esteve a poucos centímetros de fazer história e passar, pela primeira vez, às meias-finais da Champions League. Mesmo sem o apuramento, realizou uma receita de 80 milhões de euros.
Por todo o desempenho, mesmo que não seja um ano de títulos, não deve alterar a estratégia e render-se aos que ainda pensam que o mais importante é o campeonato doméstico.
O futebol português merece ser grande, também, na Europa.
